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sábado, 18 de dezembro de 2010

Running in circles, coming in tails

Cada um de nós está fixado nos olhos de alguém.
Presos para sempre, mesmo que só restem lembranças fantasmagóricas dos instantes eternos. Memórias. Memórias. Quantas vezes nos agarramos nas memórias? Elas são imutáveis e por isso são seguras. Congeladas de uma forma que se derretem quando revividas. Vida. Vida. Como viver preso? Andando em círculos, assombrados pelo constante começo.
Todos estamos fixados na alma de alguém.


Texto: Mariana S. Cardoso





segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Eternas

O que é o mundo senão um amontoado de corações? Tantas vidas intocadas, tantos sonhos despedaçados. Os sonhos que são jogados fora, os sonhos que não são sonhados. Para onde vão? E as feridas que nos consomem? Passam?
O que são pessoas senão um amontoado de sentimentos? Mil pensamentos, mil choros, mil risos. E os sonhos sonhados e não sonhados. E as feridas fechadas, e o coração aberto. São tantos traços, tantos cortes.
E a esperança para onde foi que ninguém viu? E a chama que mantinha todo o amor? Sumiu? Essa faísca que sustenta toda a fogueira continuará queimando?
O tempo cruel que passa sem piedade, nos sufoca, nos limita. E isso tudo onde fica? E o que resta disso tudo? E quando a gente cruza a linha? E depois ? 'Morrer será uma grande aventura' disse Peter. E antes? Não foi?
E a luz que ainda temos nos olhos? Bastará? E as vidas secas são ensacadas e jogadas ao vento, e as vidas brilhosas são eternas.
Eternas.


Texto: Mariana S. Cardoso

sábado, 13 de março de 2010

Papel, caneta e música

Vivo me perguntando o porque que eu escrevo. Acho que é para entender. Entender a mim, entender as coisas. Mas talvez nada disso tenha uma explicação. Eu escrevo para mim, escrevo para vocês, escrevo pro mundo, e também para o nada. Gosto de gritar minhas dúvidas no papel, de transformar minhas experiências em arte. E as vezes eu transformo a dor de um alguém, na minha própria, para tirar daquilo uma poesia. Prefiro aliviar minha alma com papel, caneta e alguma música.
Escrevo porque encontro paixão nisso,
me encontro nessa loucura maravilhosa que é.

Texto: Mariana S. Cardoso.







quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

She had an earthquake on her mind


tradução do título: 'Ela tinha um terremoto em sua mente'.

Tenho tirado um tempo para pensar. Pensar no hoje, no amanhã, no que virá. Pensar nos meus desejos, no meu eu, nos meus sonhos. Tenho que organizar minhas ideias, para poder chegar em algum lugar. Tenho que parar de sentir medo das coisas, parar de querer tudo muito rápido. Preciso achar a paciência, sossegar minha alma. Tenho observado os mistérios, a humanidade e as essências. Tenho percebido que alguns lugares, mesmo que eu nunca tenha os conhecido pessoalmente, algumas músicas e livros, trazem um pouco de mim neles, e eu , um pouco (ou muito) deles em mim.
Minha mente vive fazendo viagens longas. Ela gosta de ficar no futuro, e quando volta, volta demais, e acaba chegando no passado. Ela fica um tempo no Egito, e depois corre para o Canadá. Minha mente realmente não sabe ficar em um lugar só. Mas, não me entenda mal, não estou reclamando. Eu gosto tanto da sua inquietude, que não a mando parar, mando-a ir cada vez mais longe. E quando ela finalmente sai dos extremos e paira no presente, eu enxergo, que o passado ajuda entender o hoje, e que o futuro é consequência do presente. Então o medo se esvai um pouco, porque tenho esperança de que farei tudo dar certo, e se não fizer, espero ter forças para recomeçar, eu e minha mente impaciente.


Texto: Mariana S. Cardoso




domingo, 21 de fevereiro de 2010

Clarice Lispector


Adoro esse texto da Clarice. Eu não postei ele todo, mas quem quiser pesquisar, o nome é "Reflexões".


terça-feira, 8 de setembro de 2009

Remember the good things.

Não fique muito surpreso se você se sacrificar para fazer alguma coisa e ninguém valorizar. As vezes as coisas são assim. Você faz muito para não receber nada, ou quase nada. Vai se acostumando. Ou não. Não temos que nos acostumar com coisas que não achamos certas. Poucos são lembrados pelos seus acertos.
A maioria sempre se lembra do quanto você errou, de tudo que você fez que não funcionou, e nunca das vezes em que você acertou.
Mas não se preocupe se te chamam de emburrado só porque você ficou de cara fechada uma vez na vida. Não se preocupe se te chamam de idiota porque você foi indelicado uma vez na vida. Não se preocupe se te chamam de desocupado se você um dia deixou de fazer o que tinha que fazer para não fazer nada. Sabe porque? Porque a maioria das pessoas que só enxergam seus erros não sabem de metade das coisas que acontecem contigo. Porque quando algumas pessoas crescem, esquecem que um dia estiveram no nosso lugar e que um dia se importaram com coisas de que hoje em dia elas não se importam. Alguns adultos, muitas vezes, acham que já nasceram adultos, e que não tiveram problemas na adolescência. E, as vezes , as pessoas que te 'rotulam' de emburrado, idiota ou qualquer outra coisa, são sempre emburrados e idiotas.
É incrível a falta de capacidade das pessoas olharem pro seu próprio umbigo antes de falar dos outros.


"Os adultos nunca entendem nada sozinhos e as crianças cansam de ter que explicar tudo a eles." - O Pequeno Príncipe , Antoine de Saint-Exupéry

"Entre as coisas de que me lembro, há uma que mais me entristece. Quando acerto ninguém lembra, quando erro ninguém esquece." - Allan Petermann


Texto: Mariana S. Cardoso