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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Cause they don't get your soul or your fire




O que eu realmente queria era que minhas palavras ecoassem na sua alma, que elas tocassem aquele sino de notas suaves que existe dentro de ti, que minhas palavras entrassem devagarzinho, como quem sussurra para o vento segredos de antigamente. Que o que eu tento transmitir fizesse cosquinhas no seu coração e seu rosto repuxasse num sorriso, assim, leve, como quem vê criança brincar de ciranda. Não temo que você desgoste do que eu digo, mas se você gostar, que você sinta aquela vontade de viver de novo, aquela alegria que você dobrou e guardou na gaveta. Desamassa a felicidade, me deixa ajudar, deixa minhas palavras entrarem, deixa a brisa te despentear, mas não deixa a vida passar.

Texto: Mariana S. Cardoso

sábado, 13 de março de 2010

Papel, caneta e música

Vivo me perguntando o porque que eu escrevo. Acho que é para entender. Entender a mim, entender as coisas. Mas talvez nada disso tenha uma explicação. Eu escrevo para mim, escrevo para vocês, escrevo pro mundo, e também para o nada. Gosto de gritar minhas dúvidas no papel, de transformar minhas experiências em arte. E as vezes eu transformo a dor de um alguém, na minha própria, para tirar daquilo uma poesia. Prefiro aliviar minha alma com papel, caneta e alguma música.
Escrevo porque encontro paixão nisso,
me encontro nessa loucura maravilhosa que é.

Texto: Mariana S. Cardoso.







quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

She had an earthquake on her mind


tradução do título: 'Ela tinha um terremoto em sua mente'.

Tenho tirado um tempo para pensar. Pensar no hoje, no amanhã, no que virá. Pensar nos meus desejos, no meu eu, nos meus sonhos. Tenho que organizar minhas ideias, para poder chegar em algum lugar. Tenho que parar de sentir medo das coisas, parar de querer tudo muito rápido. Preciso achar a paciência, sossegar minha alma. Tenho observado os mistérios, a humanidade e as essências. Tenho percebido que alguns lugares, mesmo que eu nunca tenha os conhecido pessoalmente, algumas músicas e livros, trazem um pouco de mim neles, e eu , um pouco (ou muito) deles em mim.
Minha mente vive fazendo viagens longas. Ela gosta de ficar no futuro, e quando volta, volta demais, e acaba chegando no passado. Ela fica um tempo no Egito, e depois corre para o Canadá. Minha mente realmente não sabe ficar em um lugar só. Mas, não me entenda mal, não estou reclamando. Eu gosto tanto da sua inquietude, que não a mando parar, mando-a ir cada vez mais longe. E quando ela finalmente sai dos extremos e paira no presente, eu enxergo, que o passado ajuda entender o hoje, e que o futuro é consequência do presente. Então o medo se esvai um pouco, porque tenho esperança de que farei tudo dar certo, e se não fizer, espero ter forças para recomeçar, eu e minha mente impaciente.


Texto: Mariana S. Cardoso




quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Eu não sou certeza não .

Eu sou caso impensado. Eu sou feita de um passado que foi esquecido numa noite de ilusão. Eu sou contraditória. Estou em constante mudança e não sou nunca a certa , nem a errada. Eu sou feita de amores impossíveis e sonhos nada medíocres. Eu sou indecisa e ao mesmo tempo decidida. Eu sou a tempestade no olho do furacão, e também a calmaria. Feita de felicidade constante e a tristeza que vem num instante. Eu sou a página em branca com um borrão de tinta. Sou a onda que te puxa pro meio do mar. Eu sou feita de cada sorriso , seja ele triste ou feliz, seja ele grande ou pequeno. Sou feita de cada passo que eu dou . Eu sou o claro, mas sem dúvida , sou escuridão. Confusa até o limite. Sensível como uma rosa, forte como uma frondosa árvore. Eu sou o medo e a coragem. E não tente me entender, nem eu me entendo.

Texto: Mariana S. Cardoso.


"Não sei quem sou, nem o que sou, pois o que pensava que eu era não é o que sou. Estou me desintoxicando do que eu era para ser o que sou. Não compreendo ainda quem sou, mas estou à procura de mim."    Augusto Cury.