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quinta-feira, 6 de maio de 2010

what's love?



foto: aliize.deviantart.com
tradução do título: o que é o amor?


Por favor, vamos dar um basta nesse amor instantâneo que surge após uma simples troca de palavras vazias. Amor que não é amor. O amor perdeu seu significado, hoje todo mundo ama todo mundo, mas quando a caminhada faz o pé doer ninguém oferece o ombro para ajudar a caminhar. Todo amor vazio me deixa enjoada, me faz querer jogar a verdade no rosto do pseudo-amante. Eu realmente acho que só deveríamos falar que amamos alguém, quando temos plena certeza disso.
Por favor, não me prometa amor, amizade e nem segurança. Isso não se promete, amor não necessit
a de palavras. Palavra a gente muda, reinventa, a gente não faz disso contrato. Porém os atos, uma vez feitos, não há o que reverter.
Por favor, me ame porque me ama, só por me amar, assim, sem porquês, sem limites, sem se preocupar.

Texto: Mariana S. Cardoso







quarta-feira, 31 de março de 2010

L.O.V.E


Eu não sei se o amor é essa coisa pura que dizem que é. Ainda vou descobrir, espero. Vou cruzar com alguém na rua e por um momento aquela pessoa vai me tocar.
Não fisicamente, e sim tocar meu coração
. E ele se renderá a esse alguém. Toda vez que eu o olhar nos olhos, meu coração vai querer fugir de tanta alegria, minhas pernas vão caminhar, sem eu nem pensar duas vezes, para um abraço apertado. Eu vou me render. Vou querer assistir ele dormindo para que eu veja seus contornos perfeitos aos meus olhos, e sua respiração lenta e calma. Eu vou ler as poesias e saber do que estão falando, vou escutar as músicas e lembrar do meu alguém. Toda vez que ele me magoar eu vou catar os pedacinhos do meu coração sozinha, mas ele voltará para os colar. Eu vou ler sua alma e me esconder no seu afeto. No seu sorriso eu vou encontrar minhas respostas, e na sua paixão, a minha paixão eu também encontrarei. Com você eu vou achar pecado e absolvição, com você eu vou achar o amor.

Texto: Mariana S. Cardoso

foto: Bunnis, editada por mim.







segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Inapagável, por pouco tempo

Não consigo distinguir o domingo de segunda. Os dias passam iguais. A cama desforrada, o som que não reproduz nenhum timbre de voz melodioso, um porta-retrato sem imagem alguma. A vida tem passado imperceptível por mim. O tempo não está curando o meu amor. O vento não está espalhando os pedaços das minhas asas quebradas. Elas continuam aqui, caçoando da minha queda, arremessando verdades cortantes que me transformam em desilusão.
Definitivamente eu não consigo achar mais graça no brilho constante da lua. Não consigo sorrir ao ver as folhas alaranjadas pelo outono dançarem numa árvore após a breve ventania. Nem percebo mais o desenrolar dessas cenas; Passo mais tempo tentando criar coragem para seguir em frente. Talvez amanhã eu coloque alguns discos velhos para tocar e comece a recolher os pedacinhos das minhas -um vez inteiras - asas que me permitiram acariciar as nuvens. Mas nessa noite em que as gotas de chuva batem incessantemente na minha janela, me deixe pela última vez afogar-me na culpa e ilusão.

Texto: Mariana S. Cardoso




sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

I'm talking about love



Ela correu ao encontro dele. Respiração falha, pernas oscilando, mãos suando, coração martelando. Ele a pegou no colo. Se abraçaram tão forte que pareciam ter se tornado um só. A saudade era demasiada. Namorados, amigos e amantes. Ficaram naquele abraço por uma fração de segundo até que a saudade fez os seus lábios se encontrassem tão docemente e desesperadamente. Enfim, juntos. Tão distantes anteriormente e agora desfrutavam do mesmo ar. Era tão esperado esse reencontro. Imagino que ambos estavam cansados por não terem conseguido dormir pela ansiedade que tomava conta da alma e coração. Tanto sofreram com a ausência do outro. Tantas lágrimas escorreram ininterruptamente em suas faces. O coração partia-se mais a cada segundo sem o toque abrasador do amante. Talvez a dor e a carência desses meses que os separaram tenham servido para que percebessem o quanto se amavam. E que esse amor era infinitamente superior a quaisquer milhas de distância.

Texto: Mariana S. Cardoso.



segunda-feira, 24 de agosto de 2009

all you need is love, love, love is all you need

Como assim você foi embora e não voltou? E como faz pra acabar com essa dor? Nada significou pra você? Promessas de amizade verdadeira, de amizade duradoura , foram só promessas feitas aos quatro ventos? E o meu coração ? Machucado e confuso desse jeito esquisito. E se eu queria mais que uma amizade ? E se eu sentisse mais que um carinho de colega? Como fica? E se eu te dissesse tudo que eu queria? Você ia se assustar? Fugir? Mas espera, você não está aqui. Porque você sumiu? Cansou? Já sei, responsabilidade demais? E a frase "tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" não te diz nada? Como assim você foi embora e não voltou? Não tem motivos pra voltar? Pois eu te dou um ótimo motivo: o amor. O amor que eu não sei se sinto. E o meu coração ? Que martela dentro de mim cada vez que parece que você está comigo ? E porque você não volta pra mim? Não entendo o porque, me explica?
"cause in your eyes I'd like to stay."

Texto por: Mariana S. Cardoso