Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de julho de 2010

I was a fool

Foi naquele dia em que fomos ao cinema ver um filme qualquer. Foi naquela hora em que eu peguei na sua mão e você sorriu. Foi ai que apaixonei-me . Que boba era eu. Achei que não era profundo e decidi contar-te. Você , um cafajeste apaixonante como sempre foi, riu-se do meu amor e disse que já estava enamorado por outra. Achei que não seria nada, que passaria. Não era profundo, certo? Errado. E eu fiquei ali, vasculhando meu coração, esperando sentir algum ódio por você. E eu fiquei ali, com lágrimas escorrendo, sem entender como acontecera e sem saber que aquilo era só o começo.
Depois, fui corpo, alma, e coração. Que boba eu era. Cheguei num ponto crítico onde meu coração esfarrapado doía de tanto que foi pisado por meses e meses. Até que você, sempre tão disputado por outras,
finalmente se encantou por mim, logo quando já tinha cansado de ser trocada. "Então, eu te neguei". Queria poder escrever isso, mas eu te aceitei. E te amei, e sofri, e ri, e chorei. Como chorei. Foi assim, com sangue, com alma, com fúria, mas principalmente com amor. Foi assim que você se tornou minha maior aventura, meu maior amor.

Texto: Mariana S. Cardoso





quinta-feira, 15 de julho de 2010

Vanilla Twilight


"Quando eu penso em você, eu não me sinto tão sozinho. Quantas vezes quer que eu pisque, vou pensar em você... Essa noite. Quando olhos violeta brilharem mais, e as pesadas asas ficarem mais leves, vou provar o céu e me sentir vivo de novo. E vou me esquecer do mundo que eu conheci, mas juro que não vou te esquecer. Oh, se minha voz pudesse alcançar o passado, eu sussurraria no seu ouvido: Eu queria que você estivesse aqui." - Vanilla Twilight de Owl City.



quarta-feira, 31 de março de 2010

L.O.V.E


Eu não sei se o amor é essa coisa pura que dizem que é. Ainda vou descobrir, espero. Vou cruzar com alguém na rua e por um momento aquela pessoa vai me tocar.
Não fisicamente, e sim tocar meu coração
. E ele se renderá a esse alguém. Toda vez que eu o olhar nos olhos, meu coração vai querer fugir de tanta alegria, minhas pernas vão caminhar, sem eu nem pensar duas vezes, para um abraço apertado. Eu vou me render. Vou querer assistir ele dormindo para que eu veja seus contornos perfeitos aos meus olhos, e sua respiração lenta e calma. Eu vou ler as poesias e saber do que estão falando, vou escutar as músicas e lembrar do meu alguém. Toda vez que ele me magoar eu vou catar os pedacinhos do meu coração sozinha, mas ele voltará para os colar. Eu vou ler sua alma e me esconder no seu afeto. No seu sorriso eu vou encontrar minhas respostas, e na sua paixão, a minha paixão eu também encontrarei. Com você eu vou achar pecado e absolvição, com você eu vou achar o amor.

Texto: Mariana S. Cardoso

foto: Bunnis, editada por mim.







quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Don't Leave

Eu queria ser uma música que você gostasse de cantar. Queria ser o vento que te arrepia levemente, ou a água pela qual você fosse sedento. Eu realmente gostaria de ser aquele livro que você leu com tanto carinho. Queria ser seu travesseiro para acompanhar seus sonhos. Queria ser seu desejo, sua exceção.
É realmente terrível afirmar que não posso. Porque você se foi, e me deixou aqui. Sem palavras, sem reações. Só com minhas lágrimas e desejos. Sonhando tolamente. Querendo estar onde você está. Te procurando dentro da minha alma, me agarrando a qualquer lembrança para não te esquecer. O tempo está apagando as pegadas que você deixou em mim. O mundo está girando depressa e arrastando tudo com ele. Não tenho tempo e nem vontade de sofrer. Eu te amei. Eu te quis. E continuo querendo saber o que poderia acontecer se você tivesse ficado, se tivesse uma oportunidade de começarmos uma história feliz. Mas é por curiosidade que minha mente vaga até esses pensamentos e não numa tentativa de masoquismo sentimental.
Hoje, eu vejo que você foi extremamente importante para mim apesar de tudo. Me mostrou que eu posso me superar, e superar as cicatrizes de um amor arruinado.


Texto: Mariana S. Cardoso.




segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Ernesto e Ana

Ernesto era um homem ranzinza. Tinha a idade pelas casas dos quarenta e não via beleza em absolutamente nada.
Acordava as 6:30 hr, olhava através da janela e reclamava do tempo, -fosse ele ensolarado, chuvoso ou até mesmo um tempo fresco - ele nunca estava satisfeito.
Ele era trabalhador e ganhava muito bem , obrigado. Apesar da riqueza, nunca deixou sua casa mediana. Ele mal comprava nada. Ernesto não gostava suficiente de alguma coisa a ponto de querer possuí-la. Não tinha amigos e perdera contato com a família. Era o tipo de pessoa que não tinha razões para viver. Ele era tão normal, tão desinteressante que nem pensamentos suicidas se passavam pela sua mente. Seria drama demais. Ernesto não gostava de exageros. Ele nem gostava de "medianices" para ser honesta.
Até o dia em que ele viu a Ana passar pela mesa de seu trabalho. Ana tinha 38 primaveras muito bem vividas. Viajou o mundo, conheceu pessoas importantes -não personalidades mundiais e sim amigos para carregar no coração- , e tudo que alguém alegre e inquieta demais como ela poderia querer. Ela não era rica, não decidiu que faculdade faria, de primeira, e até hoje ela não sabe o que quer ser. Interessante até o último fio de cabelo e intensa ao extremo, a desmiolada logo se apaixonou por Ernesto, seu oposto, que também sentiu o mesmo.
A história só termina no dia em que eles não estiverem mais entre nós, mas posso dizer que depois que Ernesto encontrou a Ana, um mundo mais colorido e esplendido se abriu para extinguir o motivo de todo aquele mau-humor: A solidão.

Texto: Mariana S. Cardoso




segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Inapagável, por pouco tempo

Não consigo distinguir o domingo de segunda. Os dias passam iguais. A cama desforrada, o som que não reproduz nenhum timbre de voz melodioso, um porta-retrato sem imagem alguma. A vida tem passado imperceptível por mim. O tempo não está curando o meu amor. O vento não está espalhando os pedaços das minhas asas quebradas. Elas continuam aqui, caçoando da minha queda, arremessando verdades cortantes que me transformam em desilusão.
Definitivamente eu não consigo achar mais graça no brilho constante da lua. Não consigo sorrir ao ver as folhas alaranjadas pelo outono dançarem numa árvore após a breve ventania. Nem percebo mais o desenrolar dessas cenas; Passo mais tempo tentando criar coragem para seguir em frente. Talvez amanhã eu coloque alguns discos velhos para tocar e comece a recolher os pedacinhos das minhas -um vez inteiras - asas que me permitiram acariciar as nuvens. Mas nessa noite em que as gotas de chuva batem incessantemente na minha janela, me deixe pela última vez afogar-me na culpa e ilusão.

Texto: Mariana S. Cardoso




sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

I'm talking about love



Ela correu ao encontro dele. Respiração falha, pernas oscilando, mãos suando, coração martelando. Ele a pegou no colo. Se abraçaram tão forte que pareciam ter se tornado um só. A saudade era demasiada. Namorados, amigos e amantes. Ficaram naquele abraço por uma fração de segundo até que a saudade fez os seus lábios se encontrassem tão docemente e desesperadamente. Enfim, juntos. Tão distantes anteriormente e agora desfrutavam do mesmo ar. Era tão esperado esse reencontro. Imagino que ambos estavam cansados por não terem conseguido dormir pela ansiedade que tomava conta da alma e coração. Tanto sofreram com a ausência do outro. Tantas lágrimas escorreram ininterruptamente em suas faces. O coração partia-se mais a cada segundo sem o toque abrasador do amante. Talvez a dor e a carência desses meses que os separaram tenham servido para que percebessem o quanto se amavam. E que esse amor era infinitamente superior a quaisquer milhas de distância.

Texto: Mariana S. Cardoso.