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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Take those dreams and make it better

Meus professores e minha família sempre incentivaram-me a buscar objetivos na vida. Mas principalmente a minha própria consciência. Ouvi dizer que a pior coisa que existe é uma pessoa não saber o que quer, e eu concordo. Não sei se concordo de boa vontade ou se sou simplesmente assim, por conta de minha essência, e concordo por não ter escolha. Me irrita profundamente quando não tenho respostas na ponta da língua, quando não sonho alto ou quando não faço planos, e não posso mudar, sou assim. Ainda mais quando o assunto é carreira profissional. Sempre fiz planos relacionados a minha carreira, seja ela qual for, mas muitas vezes me pego pensando no tipo de pessoa que eu quero ser, e acho esse último tipo de reflexão muito mais proveitoso do que o primeiro. Simplesmente porque o tipo de pessoa que você quer se tornar diz muito sobre o que você realmente é. Porque no final não importa se você se tornou rico e poderoso na carreira que você escolheu. Não importa muito que você chegue lá. O que importa é como você chegou lá. O que importa é do que você teve que abrir mão, é do que te motivou a sair da sua zona de conforto. O que importa realmente é se você sonhou e agarrou esse sonho como se ele pudesse fugir, se você foi corajoso e lutou, se você respeitou os outros e principalmente, se você respeitou seus limites, sua crenças e seu coração.

Texto: Mariana S. Cardoso




segunda-feira, 19 de julho de 2010

Distante de tudo, perto do mundo


Não sei sobre o que eu vou escrever.
Eu quero mesmo é sair por ai. Quero largar isso tudo. Não que eu não seja grata por tudo isso, mas eu quero mudar.
Quero carimbar minha marca nesse mundo.
Não quero que seja tarde demais.
Não quero escolher, quero tudo, quero o universo inteiro.
Cansei de esperar acontecer, quero cair no mundo. Ou então eu quero voltar para infância. Não quero crescer mais. Essa fase é tão amarga e tão doce. É tudo e não é nada.
Cansei de ser contraditória, cansei de dizer adeus. Eu só quero viver em paz, só quero ser a rainha do meu mundo. Isso tudo é tão difícil. As vezes parece que eu sei o que eu quero, então passa dois segundos e eu já me pergunto o que eu quero ser.
Eu gosto e desgosto. Eu me amo e depois me odeio.
A cada volta que o ponteiro faz, eu sinto como se o tempo estivesse indo rápido demais, e logo reclamo da sua lentidão.
Apague a luz, acenda a luz.
Tudo corre muito rápido, sua esperança escorre por entre os dedos, o mundo lá fora está um caos, tudo é muito lento, nada muda para você, tudo é constante, tudo é inconstante.
Reclamam de tudo, aceitam tudo, cansam de tudo.
Eu leio e releio a vida e ainda não sei o porque disso tudo, eu vivo e morro no mesmo dia, mas eu sempre levanto de novo para essa jornada tão complicada, tão bruta e mesmo assim tão açucarada e delicada.

Texto: Mariana S. Cardoso



quinta-feira, 4 de março de 2010

A vida é o que você faz dela

Levanta ! É. Levanta e vai a luta. Ninguém vai te oferecer nada de mão beijada. Você tem que correr atrás, tem que buscar sua felicidade. Qual é seu objetivo? Arranjar um emprego, ter uma família ou viajar o mundo inteiro ? Ou talvez os três. Ou talvez você tenha uma lista de objetivos. Se encontre. Você tem que encontrar seu lugar no mundo, encontrar sua tribo. Assim você tem grande chance de ser feliz.
Seja você mesmo.
Tenha fé, acredite com todo o seu coração.
Você vai encontrar alguém, sua vida será plena, se você lutar. Talvez você ache que tendo di
nheiro, você pode comprar o mundo, mas não é bem assim. Você quer ser mesquinho e ganancioso? Se quiser, continue pensando assim, mas se não, busque sua felicidade. Cada segundo é importante, cada dia que passa estamos mais perto do fim, o tempo não vai parar. Se não tiver dinheiro o suficiente, corra atrás de uma melhoria, se não tiver completa totalmente, corra atrás do que te falta, da sua parte perdida. Tudo tem seu tempo, mas infelizmente não da tempo para ser tudo, por isso temos que fazer escolhas. Levanta ! Corre atrás do teu amanhã, mas viva o agora. É contraditório, eu sei. Quem disse que seria fácil entender tudo isso? Nem eu entendo ainda. Nem os maiores pensadores entendiam o porque disso tudo, o porque da vida. Toque a liberdade, mas não se aproxime muito da libertinagem. É você quem faz sua vida, é você o personagem principal. Ninguém dita as regras no seu jogo, mas você pode aceitar conselhos, sem jamais desistir do seu ponto de vista. Você pode ignorar tudo que eu disse, se isso te fizer feliz. Não há uma fórmula certa para a felicidade, ao contrário do que alguns afirmam. Viva tudo que você quer viver. Tente não se arrepender das coisas que fez, e sim das coisas que deixou de fazer.
Eu só te desejo uma vida da qual você se orgulhe.


Texto: Mariana S. Cardoso







segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Metamorfosicamente Falando

Eu vivo na metamorfose. Física e mental. Nunca sou o que fui ontem, e com certeza, amanhã não serei o que fui hoje. Um ano eu gostava de ficar parada, quieta, no outro eu não suportava o fato de não me mexer. Daqui há algumas horas pode ser que eu não goste mais daquela banda tão amada, ou talvez eu goste mais ainda. Todos vivem na metamorfose. Podemos mudar muito, ou pouco. Ninguém dita isso, tampouco nos obrigam. Mudamos naturalmente. É a regra. As exceções vivem por ai, com a mesma cara, com a mesma alma. Desinteressantes. É o que eu acho delas. Talvez essa mudança constante de vida é o que nos atrai. Queremos sempre saber o que vem depois, o que vai acontecer. Se vamos gostar da mesma pessoa, ou se o descaso da paixão irá cessar. Sinto repugnância do 'ficar'. Eu gosto mais é do 'ir'. Sou intensa. Sou constantemente inconstante. Mas como vivo na metamorfose, amanhã eu posso não ser. Hoje sou lagarta, outro dia borboleta. Sempre crescendo, sempre evoluindo.

Texto: Mariana S. Cardoso.


"Eu quero dizer agora, o oposto do que eu disse antes. Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo" Raul Seixas










sábado, 5 de setembro de 2009

Avenida dos Sonhos Quebrados

Então você passa sua juventude inteira fazendo planos. Aterrado no seu mundinho, se esquecendo da realidade. O tempo vai passando e você idealizando sua vida perfeita, com a casa perfeita, o amor da sua vida, que também será perfeito, com seus filhos perfeitos, e nenhum problema. Então você quer que tudo seja importante, que você tenha amigos para contar suas novidades, que você tenha dinheiro pra torrar em futilidade, que você viaje muito, e que seu emprego seja os dos sonhos. Então os anos se passam e você se pergunta o que deu errado. Porque você mora num cubículo alugado, foi enganada por vários supostos amores da sua vida, e por isso não tem filhos ainda? Porque você encontrou amigos falsos e os poucos que você tem estão seguindo com a vida, porque você mal tem dinheiro pro aluguel, e porque está num emprego miserável? E então se passa mais alguns anos e você está andando sozinho. Agora que a vida te puxou de volta pra realidade, você começa a perceber que enquanto você fazia planos, sua vida passava , e ao invés de você plantar as sementes no presente para que sua vida fosse melhor no futuro, você resolveu esquecer que as horas passavam e começou a achar que plantando suas sementes no depois, tudo ia ser melhor. E esqueceu que o terreno do futuro é muito incerto para que você só viva em função dele. Ai você descobre que para que o amanhã seja melhor, tem que fazer o hoje ter valido a pena. Então com suas ambições destruídas, sua nova casa será na Avenida dos Sonhos Quebrados.

Texto: Mariana S. Cardoso







domingo, 5 de julho de 2009

Soltem Minha Mão

Chega um dia que você tem vontade de crescer. Porque a vida adulta parece tão livre? Talvez seja a cobiça pela independência crescendo dentro da gente. Um dia, você olha pela janela, e deseja estar em outro lugar. Sabe, fazendo coisas diferentes, viajando, conhecendo pessoas legais. Da vontade de crescer pelo simples fato de querer se mexer. Querer ficar ocupada, e reclamar de tantas coisas pra fazer. Se cansar da mesma rotina , jogar tudo pro alto e poder fugir. É... pena que as coisas não são assim. Pena que você vai começar de baixo, que você não vai ter dinheiro pro aluguel do seu apartamento, que você vai chorar por não ter tempo de ficar com os amigos. É mesmo uma pena saber que as coisas não são perfeitas. É tão cobiçado aquilo que chamamos de ser dona do nosso próprio nariz. Sei que vai ser difícil, sei que se eu sonhar muito alto a queda vai me machucar. Mas não tenho medo da dor. Gosto de pensar na minha luta. Gosto de pensar em como vai ser difícil, porque assim já vou me preparando desde agora. Quero que soltem minha mão pra eu poder voar. Preciso que soltem. Porque me ensinaram a fazer as escolhas certas na vida. Mesmo que não exista o certo e o errado. Vou sentir saudade das minhas bonecas. Mas o meu maior desafio, vai ser curar a dor de ver um amigo ir pelo outro caminho, senão pelo meu.


Por: Mariana Cardoso